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5 de ago de 2012

Centenário de Glórias - Dequinha


O personagem da nossa série Centenário de Glórias é um volante que fez história no Mengão, mas não é muito conhecido pela grande maioria da nossa torcida: Dequinha. Ídolo do clube, é considerado por muitos como um dos maiores de todos os tempos em sua posição. Inclusive fez parte do melhor Flamengo de todos os tempos, eleito pela revista Placar e pelo Lance.

Nascido em Mossoró-RN, fez sucesso no futebol nordestino atuando pelo Atlético de Mossoró, Potiguar, ABC e América-PE, se tornando um mito por lá. Após uma excursão do Flamengo, chamou a atenção e o clube tentou lhe contratar, mas os torcedores do América-PE se mobilizaram tentando impedir a venda do craque. Para nossa alegria, o presidente do clube pernambucano, Rubem Moreira, era flamenguista doente e autorizou a venda do craque mesmo com os protestos da torcida do clube. Tudo isso pelo seu grande amor ao Mengo.

Veio em 1950, onde jogou até 1959. Defendeu o Manto Sagrado em 384 jogos e marcou 8 gols. Conquistou 14 títulos, incluindo a conquista do Tri Carioca em 1953/54/55. Foi jogando pelo Mengão que Dequinha foi convocado para a Seleção Brasileira, disputando a Copa do Mundo da Alemanha, em 1954. Pela Seleção foram 9 jogos e 1 gol marcado.

Dequinha começou como reserva do paraguaio Modesto Bria, e aos poucos foi adquirindo sua titularidade no time. Em 1952 já era um dos pilares, formando com Jadir e Jordan um trio que entrou para a história do clube. Ele também foi imortalizado no Samba Rubro-Negro, composto por Wilson Batista, em homenagem aos jogadores que conquistaram o Tri de 53/54/55.

"Flamengo joga amanhã
Eu vou pra lá
Vai haver mais um baile no Maracanã
O Mais Querido
Tem Rubens, Dequinha e Pavão
Eu já rezei pra São Jorge
Pro Mengo ser campeão"


Jogando como volante, e algumas vezes até como lateral, Dequinha era dono de um estilo clássico e possuía um toque de bola requintado, sendo considerado um dos últimos grandes de sua posição do futebol brasileiro. Possuía uma ótima resistência física para a época, o que lhe permitia auxiliar o Rubens na criação das jogadas de ataque, além de proteger a defesa. Era conhecido pelas grandes arrancadas e pelos longos lançamentos que gostava de fazer. 

Após dois vasco-campeonatos em 1958 e 1959 o Mengão estava em crise e Dequinha, já com 31 anos, não apresentava mais o mesmo futebol. Para piorar sofreu uma lesão que o afastou do Mengo. Cedeu seu lugar ao então jovem promissor Carlinhos. Magoado com alguns dirigentes, se transferiu para o Buátafogo, mas não apresentou um bom futebol ainda afetado pela grave lesão que sofreu. Jogou por mais alguns clubes pequenos, mas nada que se comparasse ao sucesso de outros tempos.

Dequinha faleceu em 1997, mas é nossa obrigação manter sua memória viva para que seu nome continue eterno na história do Mengão!

Dequinha é um dos Heróis do Mengão!



Saudações Rubro-Negras 

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Rafael de Oliveira

Imagem 1: FlaManolos
Imagens 2 e 3: Google com adaptação de FlaManolos

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"Eu queria ser um poeta para poder te explicar,
mas não consigo traduzir o sentimento de amor que a gente tem pelo Flamengo."

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2 comentários:

  1. Dequinha um grande astro nos anos 50... um volante com tecnicas apuradas... flamenguista de coraçao... que lutava e se doava pelo fla... eu tive o praser de conhece-lo... ouvir suas historias... de campeonatos e ate de uma copa do mundo... emfim dequinha um anjo que vestia o manto sagrado com o numero 5... um grande homem que amava e respirava o clube de regatas do flamengo...

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  2. Dequinha foi ídolo do meu avô quando jovem, talvez por ser do RN também.
    Sempre ouvi falar dele por causa disso.

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Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.