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18 de dez. de 2011

Heróis do Mundial - Carpegiani


Continuando a celebrar os 30 anos do Mundial conquistado pelo Mengão, o último homenageado na série Heróis do Mundial é Paulo César Carpegiani, o técnico do esquadrão que coloriu o Japão e o Mundo de vermelho e preto! 

Armador ágil, habilidoso e de muita classe, Carpegiani começou sua carreira no Internacional como meia ofensivo. Só virou volante a pedido do técnico Zagallo na Copa do Mundo de 1974, quando foi titular substituindo Clodoaldo. Na nova função, cuidava da proteção da defesa e chegava à área adversária para marcar seus gols. 

Com seus dribles curtos e objetivos, bom poder de marcação e principalmente com um passe longo de altíssima precisão, fez sucesso no meio-campo do Inter, conquistando entre outros títulos o Bicampeonato Brasileiro em 1975/76. Em 1977, foi vendido por Cr$ 5,7 milhões para o Mengão.

Teve rápida identificação com a torcida, devido principalmente a sua raça, disposição e amor ao Manto Sagrado. Com a experiência que tinha acumulado no Inter, assumiu papel de liderança na equipe ao lado de Zico. Como jogador do Mengão, Carpegiani foi Tricampeão Carioca em 1978/79/79 e Campeão Brasileiro em 1980. 


Uma contusão no joelho obrigou Carpegiani a se aposenta aos 31 anos. Ele já havia feito uma operação no menisco em 1975, e não conseguiu jogar mais após outra lesão. Segundo a Flapedia, foram 223 jogos e 12 gols. Seu último jogo com o Manto Sagrado foi em um amistoso contra o Boca Juniors de Diego Maradona. O Mengão venceu com 2 gols de Zico, mas o destaque da noite foi a saída de Carpegiani de campo, ao lado de Zico e Maradona (imagem acima).

Apenas 2 meses depois de se aposentar como atleta, começou a carreira de técnico no Mengão, substituindo Dino Sani, que não tinha boa relação com os jogadores e havia entrado no lugar do Coutinho em abril de 1981. E Carpegiani foi escolhido pelos jogadores exatamente devido à influência que tinha no grupo. O resultado foi tão acertado, que Carpegiani foi campeão Carioca em 1981, da Libertadores e Mundial, além do Brasileiro em 1982. Foi de Carpegiani a ordem para que Anselmo entrasse em campo apenas para dar um soco no chileno Mario Soto, na final da Libertadores de 1981, e vingar todo o elenco.

Além do Mengão, Carpegiani treinou várias equipes do Brasil e de outros países, mas seu maior destaque foi com a Seleção Paraguaia, durante a Copa do Mundo da França de 1998.

Carpegiani é um dos Heróis do Mengão!

Saudações Rubro-Negras 

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Rafael de Oliveira
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Imagem 1: FlaManolos
Imagens 2 e 3: Google com adaptação de FlaManolos
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14 de dez. de 2011

Entrevista com Marinho, Raul Plassmann e Tita!

Ainda no clima de 1981, apresento aqui entrevistas inéditas dos nossos Heróis do Mundial, aqueles que são a materialização do nosso gigantismo. São entrevistas feitas pelo amigo e historiador Marcelo Dieguez, flamenguista fanático e louco pela história do futebol. Em seu site, Marcelo guarda fotos, entrevistas e dados da nossa história e do futebol em geral. Vale muito a pena ver! Aqui, algumas das entrevistas que ele realizou: Marinho, Raul e Tita! Todas em 2 partes.

Entrevista com Marinho












Entrevista com Raul Plassmann












Entrevista com Tita















Saudações Rubro-Negras

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Renato Croce (Alexi Lalas) 

Imagem: FlaManolos
Vídeos: Marcelo Dieguez

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13 de dez. de 2011

O Maior do Mundo


O Mundo é nosso, Nação! Mais de 30 milhões de apaixonados fincaram suas amadas cores no topo do Mundo, as cores que entraram definitivamente pra eternidade. Faltam palavras pra descrever este momento único em nossas vidas, sobram sorrisos e lágrimas pra compartilhar. Uma alegria do povo apenas comparável aos sábados de carnaval nos Arcos da Lapa. Um encanto que só o mais belo pôr-do-sol (incluindo o nipônico) é capaz de proporcionar. 

Tacam laranjas chilenas, dão socos de pedra, pisam na gente, nos atacam com cachorros ferozes, cai um dilúvio em nossas cabeças, debocham de nós antes mesmo do jogo... E mesmo com tudo isso em meio à exaustão física e à trágica morte de nosso eterno professor e ídolo Coutinho, nosso amado Mengo mostra a tranquilidade e leveza de um simples descansar nas redes à beira do mar. Assim tem sido o Flamengo, assim tem sido o nosso flamengar.  

Nos 4 cantos do Mundo você encontra o Manto vestindo um sorriso aberto. Que baile, meus amigos! Cadê o grande time debochado, sensação da europa, que ganhou 3 vezes o principal título europeu nos últimos 5 anos, que ganhou 4 vezes nos últimos 4 anos o título nacional...? Cadê o grande craque, Deus dos Reds, Kenny Dalglish? Não vi, ninguém viu, não deixamos ninguém ver! 

  

O verdadeiro Deus nesta tarde em Tóquio se chamava Arthur e vestia a 10. O Galinho com a bola nos pés e seus passes milagrosos assustou o Mundo. Que lançamento foi aquele pro Nunes do meio-campo? Incrível! No meio de tantos ingleses, ele alçou na medida pro nosso artilheiro. Simplesmente mágico! Grobbelaar deve estar até agora traumatizado pedindo pra afastarem ele da área. Mas nem precisava disso, pois do meio-campo mesmo ele resolve. E o que o Thompson, experiente capitão inglês, disse após o jogo, confirma o que todos viram em campo: "Em todo meu tempo de futebol nunca tinha visto um time tão diabólico". Definitivamente paramos o Mundo!

Esse Flamengo é incansável! A maior geração da nossa história enfrentou a violência, e o futebol-arte perdeu uma batalha, nossa única derrota na Libertadores. Mas a guerra, meus amigos, ela não é conquistada com pedras, e sim com 11 homens, na concepção da palavra. Essa guerra começou lá no início de julho no Mineirão, e foi finalizada hoje no Japão com muita dedicação. E foi a vitória da técnica, da raça, do trabalho duro e do amor à camisa contra a soberba e a violência.

Agora, esse Mengo está na ponta da língua de todo apaixonado rubro-negro e do Mundo. Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Junior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Sorria orgulhoso aí no céu como toda a Nação aqui na Terra, Coutinho! Essa conquista também é sua, mestre! E todo o elenco, em especial nosso vingador Anselmo, incluindo os eternos Rondi e Uri Geller, muito obrigado por tudo! Vocês fizeram uma Nação sorrir nesta tarde, um sorriso que vai durar por toda a eternidade. Estamos literalmente cantando ao mundo inteiro a alegria de ser Rubro-Negro!


Saudações Rubro-Negras

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Renato Croce (Alexi Lalas) 

Imagens: FlaManolos
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11 de dez. de 2011

Mundial de Clubes - Flamengo x Liverpool


Foi difícil, mas chegamos aqui! O "time de Maracanã" que conquistou a América no Uruguai, que foi de força regional a campeão brasileiro, está a um passo da eternidade. Se a Nação Rubro-Negra sempre foi oficialmente considerada a maior do mundo, agora chegou a vez do clube. Vivemos dias históricos, que antecedem a cabeçada mágica do deus da raça 3 anos atrás. Um trabalho de base tão espetacular que nem precisaria de um Zico pra ser considerado um timaço, mas o Galinho veio junto, pra nossa sorte. Com ele estamos em outro patamar, acima das grandes equipes. Ele é o monstro do time de monstros.

Impossível não reverenciar nosso grande ídolo, aquele que fez os 4 gols Rubro-Negros nas finais da Libertadores. Aquele que fez o 5º dos 6 x 0 contra o Botafogo, no jogo da vingança. Partida que iniciava nossa maratona antológica, onde nossos craques jogaram 10 vezes em 34 dias. Onde o cansaço se transformou em motivação, e passamos por isso tudo com muita raça. Entre muitas viagens e dois ou três dias de intervalo entre cada jogo, muitas conquistas, goleadas e uma batalha no sentido literal da palavra em Santiago. Mas a guerra nós vencemos com futebol-arte. A América é vermelha e preta!

Veio a tristeza da morte do Coutinho (nossa eterna gratidão, professor!), às vésperas da primeira partida contra o Vasco. A equipe, abalada, sentiu e perdeu. Perdeu a segunda também, mas no final mais uma vez gritamos "É campeão". Porque a isso somos muito bem acostumados, meus amigos... Se a nossa história sempre se apresentou gloriosa, o que falar dos últimos 4 anos? E o futuro, o que nos reserva? Com absoluta certeza, o Mundial no Japão não é o máximo dessa equipe. Temos bola e competência para mais. Conquistar o mundo não é o suficiente para os comandados de Carpegiani. Até a exaustão física não passa de um mero detalhe. Se os ingleses têm conhecimento do último mês Flamenguista, é bom não acharem que vão enfrentar um time morto.


Assim como nós também devemos respeitá-los, afinal conquistaram a Europa 3 vezes nos últimos 5 anos, e são os atuais tetracampeões nacionais. Kenny Dalglish é o grande craque deles. Marcou presença nas últimas duas Copas do Mundo e é um nome certo para a próxima. Atacante rápido e goleador. Diferente da maioria dos outros times ingleses, o Liverpool foge ao estilo da seleção da Inglaterra, que foca seu futebol na bola aérea. Os "Reds" tem um bom toque de bola. São acostumados a decidir, assim como o Flamengo, e isso valoriza demais o Mundial. Porque são times que vem conquistando títulos em sequência, contam com grandes jogadores e um ótimo entrosamento.

E apesar de jogar com a atual formação há pouco tempo, não dá pra dizer que o Mengo sinta ou tenha problemas com uma eventual falta de conjunto. Foi desde a vingança em cima da cachorrada que Carpegiani encontrou a fórmula mágica: "Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico". É muito craque junto, é futebol em forma de música. Com o velho Raul no gol, Leandro e Junior nas laterais e Marinho e Mozer na zaga, não tem pra ninguém. Superando muitas dificuldades e dando grandes alegrias ao seu povo, o Clube de Regatas do Flamengo está perto de viver seu maior momento. Os 90 minutos mais importantes dos nossos 86 anos. 

Só o Santos de Pelé conseguiu o grande feito, e já se passaram quase 20 anos. Parece um sonho, ainda não caiu a ficha, mas estamos decidindo o Mundial de Clubes. Parecia um sonho também o título brasileiro, ser campeão da Libertadores então... Mas chegamos aqui! Chegamos com aqueles caras que honram o Manto como muitos outros já fizeram, mas que tem talento como poucos. Estamos perto, amigos, de literalmente "cantar ao mundo inteiro a alegria de ser Rubro-Negro"! Conte comigo, Mengão!

Amanhã, à meia-noite, radinhos de pilha e televisores ligados. Coração a mil, porque o Mengão vai sacudir o planeta!


Saudações Rubro-Negras 

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Luã Milanês
 
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Heróis do Mundial - Zico

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Na Mitologia Grega existem centenas de deuses que são reverenciados pela população local, mas entre todos um é O Deus dos deuses, o mais respeitado, e reverenciado até pelos outros deuses, Zeus. Assim acontece com o Mengão, entre centenas de ídolos e heróis, existe o maior de todos, Zico! 

O maior ídolo da história do clube, maior artilheiro do Mengão com 509 gols, o 2 jogador com mais partidas com o Manto Sagrado, o maior artilheiro do Maracanã, o maior vencedor da Bola de Ouro da Placar... Não faltam recordes e prêmios para descrever Zico!

Dono de uma habilidade absurda, Zico driblava, passava, cruzava, batia pênaltis e faltas com precisão magistral! Líder da equipe, comandava o time dentro do campo, puxando a fila dos treinos, sendo um exemplo a ser seguido dentro e fora de campo, ao contrário de outros Gênios como Pelé e Garrincha.

Foi levado ao Mengão ainda menino pelo radialista Celso Garcia para fazer um teste. Chegando a Gávea, quase foi dispensado pelo paraguaio Modesto Bria que o achou muito franzino para sua idade, mas após muito apelo do radialista, recebeu alguns minutos para apresentar seu futebol. Para alguns craques às vezes uma partida não é o suficiente para mostrar seu talento, mas para gênios alguns minutos já é o bastante. Foi o que aconteceu com Zico, que fez Bria mudar de opinião após lances geniais, com dribles desconcertantes e passes precisos!

Passou por um projeto de reforço muscular, e o menino franzino virou jogador profissional, após receber as chuteiras do Violino Carlinhos. Estreou pelo time principal em 1971, mas só começou a integrar o elenco no ano seguinte, quando conquistou seu primeiro título, o Carioca de 1972.


Em 1974 assumiu a camisa 10, e comandou o time na conquista de outro Carioca. O auge de sua carreira se aproximava, e começou com o cruzamento certeiro para a cabeçada de Rondinelli abrir o Tricampeonato Carioca de 1978/1979/1979 especial. Nesse período passou seu ídolo de infância Dida, como maior artilheiro do Flamengo.

Na década de 80 comandou o Mengão em suas maiores conquistas, os Brasileiros de 80/82/83/87, a Libertadores de 81 e o Mundial, onde foi eleito o melhor em campo, mesmo sem fazer gol. Mas nem precisou, ele deu as 2 assistências e bateu a falta que resultou no gol do Adílio, encantando pela primeira vez os japoneses que mal o conheciam. Nesse período sempre foi o maior artilheiro do clube.

Em 1983 se despediu, indo defender a Udinese. Em pouco tempo retornaria a Gávea, conquistando o Estadual de 86 e o Brasileiro de 87. Mas Zico já não era mais o mesmo, pois foi criminosamente atingido por um beque do Bangu que o obrigou a passar por cirurgia no joelho. Mesmo assim o Galinho de Quintino continuou nos brindando com seus lances geniais até se aposentar em 1990.

Aposentou-se por pouco tempo, pois recebeu o convite de ir ensinar futebol para os japoneses, e conseguiu com muito êxito a difícil missão! Virou Rei no Japão, ganhou estátua e recebeu o apelido de Deus do Futebol. Ainda levou os japoneses para a Copa de 2006.

Treinou ainda o Fenerbahçe, onde era chamado de Kral Arthur (Rei Arthur), Bunyadkor, CSKA e Olympiacos. Passou rapidamente pelo Mengão como diretor de futebol, mas essa parte, infelizmente, é melhor não comentar, pois nosso maior ídolo foi caluniado injustamente por quem nunca fez nada pelo clube. Hoje treina a Seleção do Iraque.

Pela Seleção Brasileira disputou 89 partidas e fez 66 gols, disputando as Copas de 1978, 1982 e 1986. E como sabem, fez história com uma das maiores seleções de todos os tempos. Leandro, Júnior, Cerezo, Sócrates, Falcão... Uma constelação com a liderança do nosso eterno Rei.

Assista a essa entrevista recente muito importante do Galinho



Zico é um dos Heróis do Mengão!


Saudações Rubro-Negras 

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Rafael de Oliveira
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Imagem 1: FlaManolos
Imagens 2 e 3: Google com adaptação de FlaManolos
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9 de dez. de 2011

Heróis do Mundial - Nunes

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O homenageado no post de hoje na Série Heróis do Mundial é um atacante que em 214 jogos com o Manto Sagrado fez 99 gols. E que gols... Conhecido como Artilheiro das Decisões, fazia gol de tudo quanto era jeito. Só não foi pras Copas do Mundo de 1978 e 1982 por contusão, e em 13 jogos com a amarelinha, marcou 8 gols. Isso mesmo, falaremos de Nunes! 

Antes de se profissionalizar no futebol, Nunes jogou nas categorias de base do Mengão até ser dispensado pelo técnico paraguaio Modesto Bria, ex-jogador do clube. Ao deixar a Gávea, Nunes profetizou: "Um dia eles vão me querer de volta, mas aí terão que desembolsar muito dinheiro".

Nunes jogou por times pequenos no Nordeste e ganhou fama ao atuar pelo Santa Cruz, onde seus gols ajudaram o clube pernambucano chegar às semifinais do Brasileiro de 1975. "Nunes é para o Santa Cruz o que Pelé foi pro Santos!", disse o presidente tricolor na época. Seu desempenho lhe rendeu convocação a Seleção Brasileira em 1978, mas como dito, foi cortado. 

A história do seu corte para Copa de 78 é muito mal contada. Nunes havia se machucado, mas vinha numa rápida recuperação. O problema é que seu nome não agradava a imprensa carioca que exigia a presença do Roberto Dinamite, que acabou sendo convocado em seu lugar. Logo depois da Copa, Nunes se transferiu para o Fluminense. De lá foi para o Monterrey (MEX). Quando o Mengão precisava de um centroavante matador para o time, foi ao México e... a profecia de Nunes se cumpriu! 


Identificou-se rápido com a Nação, pois era um jogador com espírito de luta e com facilidade de fazer gols. Alguns desses gols foram importantíssimos para a história do clube: o 3° gol na vitória por 3x2 sobre o Atlético-MG, na final do Brasileiro de 1980; os 2 gols na vitória sobre o Liverpool no Mundial de 1981; e o único gol da vitória de 1x0 sobre o Grêmio, na final do Brasileiro de 1982.  

Nunes foi Campeão Carioca em 1981; Campeão Brasileiro em 1980/82/87; Campeão da Libertadores e Mundial em 1981. Deixou o Mengão em duas ocasiões, mas retornou ao Mengão pra conquistar o Brasileiro de 1987, um pouco antes de se aposentar. Ele encerrou a carreira completamente realizado, e nos deixou ainda mais orgulhosos em poder dizer: Sou Flamengo! 

Nota: veja o vídeo que o Blog FlaMuseu fez com alguns dos gols do Nunes pelo Mais Querido. Parte 1 e Parte 2. 

Veja aqui um dos brilhos de Nunes com o Manto


Nunes é um dos Heróis do Mengão!

Saudações Rubro-Negras 

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Rafael de Oliveira
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Imagem 1: FlaManolos
Imagens 2 e 3: Google com adaptação de FlaManolos
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6 de dez. de 2011

Heróis do Mundial - Tita

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Após o final do Brasileirão e as celebrações de mais um vice-campeonato para a extensa coleção de nossos Eternos Vices, voltamos com o 9º post da série Heróis do Mundial justamente com um jogador que defendeu e fez história em ambos os clubes, mas com muito mais glórias pelo Mengão: Tita!

Em 1970, com 12 anos, Tita começou a jogar futebol nas divisões de base do Mengão. Foi destaque na Escolinha e no Juvenil, passando pelas mãos de ex-craques do Mengão, como Zizinho e Pavão. Seu talento chamava a atenção, mas Tita era muito franzino, e teve que fazer um tratamento físico semelhante ao que Zico fez. Quanto mais forte ficava, mais se destacava. Assim, em 1977 Tita subiu para o time profissional através do Coutinho, seu grande conselheiro, mas não teve um começo muito animador, perdendo pênalti decisivo na final do Carioca de 1977 contra nossos vices. Começou a mostrar quem era a partir de 78, quando foi fundamental e assumiu a responsabilidade de substituir o Galinho. Aliás, Tita sempre foi visto como substituto imediato do Zico, desde a base.

Sua posição inicial era de armador, mas como nessa posição já tínhamos Zico, Tita acabou sendo improvisado como falso ponta-direita, ou na ponta-esquerda. Muito versátil, não teve dificuldade em se adaptar a nova posição, fazendo ótimas apresentações como ponta e muitas vezes como centroavante. Mas intimamente não era essa a sua preferência, só satisfeita quando Zico não estava disponível para os jogos, e podia assim atuar como armador da equipe. Tita conquistou o Carioca de 1978/79/79(especial)/81, o Brasileiro de 1980/82, e a Libertadores e o Mundial em 1981, atuando em várias faixas do campo e contribuindo magistralmente para o toque envolvente daquele time.

Em 1983 Tita foi emprestado ao Grêmio, onde acabou conquistando outra Libertadores. Retornou ao Mengão em outubro do mesmo ano, ficando de fora da final do Mundial. Com a saída de Zico para a Itália, Tita assumiu a camisa 10 e a sua posição de meia-armador. Mas sua trajetória com a 10 não foi tão gloriosa e longa como com a 7. E após quase 16 anos de Flamengo, por problemas com a diretoria e desafio profissional, deixou definitivamente o clube e foi jogar no Internacional. Tita ainda jogou nos Vices, fazendo o gol do título em cima da gente em 87.


Tita se transferiu em seguida para o exterior, onde jogou pelo Bayer Leverkusen, conquistando a Copa da UEFA de 1988, e depois no Pescara, mesmo clube em que atuou Júnior. Em 1989 regressou para o nosso eterno Vice e conquistou o Brasileiro daquele ano. Em 1990, com 32 anos de idade, foi convocado para a Copa do Mundo, ficando no banco de reservas e não disputando nenhuma partida. Depois da Copa, Tita foi jogar no México, sendo campeão nacional, e em 1998 terminou sua carreira defendendo o Comunicaciones, da Guatemala.

Sobre a Seleção e ainda sobre sua preferência de posicionamento no Flamengo, Tita recusou a camisa 7 oferecida por Telê Santana, exatamente por não querer mais a ponta-direita. Veja parte da sua entrevista pra Revista Placar em março de 1985, feita logo após ele sair do Flamengo:

"Por ser curinga, cheguei à Seleção, mas minha desgraça foi renunciá-la por não querer jogar mais na ponta-direita. Era uma maneira de mostrar aos dirigentes do Flamengo que estava cansado de ser curinga e que gostaria de me fixar numa posição. Para meu azar, lá estava Zico e sempre achavam que eu queria tomar sua vaga, o que não corresponde à verdade. Estava era me preparando pra mostrar que me deveriam ver como Tita e não como substituto de Zico."

Tita fez 34 partidas (1979 a 90) pela Seleção Brasileira, marcando 6 gols e conquistado a Copa América de 1989. Pelo Mengão, segundo a Flapédia, foram 391 jogos e 135 gols, sendo até hoje o 11° maior artilheiro da história do clube. Tita diz que possui 179 gols, se tornando o 6º maior artilheiro. Neste caso não dá pra precisar esses números, mas o importante é que...

Tita é um dos Heróis do Mengão!

Saudações Rubro-Negras 

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Rafael de Oliveira
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30 de nov. de 2011

Heróis do Mundial - Lico

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Em sua autobiografia, Zico revelou que apenas uma vez sugeriu uma mudança ao técnico do time. Foi na véspera do jogo em que o Mengão devolveu a goleada de 6x0 sobre os Chorões, em 1981. Em sua opinião, Lico atuando como terceiro homem de meio-campo era indispensável à equipe, pela sua obediência tática e sua habilidade no toque de bola. O técnico na ocasião era Paulo César Carpegiani, que aceitou a sugestão do Galinho e colocou Lico no lugar de Baroninho. Com a mudança a equipe embalou de vez rumo a conquista em sequencia do  Carioca, da Libertadores e do Mundial em 1981.

É Lico, Antônio Nunes, o nosso homenageado de hoje da série Heróis do Mundial. Jogando como apoiador e ponta-esquerda, fez 129 jogos pelo clube, segundo a Flapédia. Foi Campeão Carioca em 1981, Campeão Brasileiro em 1982/83, Campeão da Libertadores e do Mundial em 1981, que segundo Lico, foi o maior time da história. 

"Foi um sonho. Foram tantas conquistas, e me deram a oportunidade de ir pra lá, apesar de eu já ter uma certa experiência. O nosso grupo era uma grande família, formada por craques. Desde o Raul até o Zico. Sem desmerecer o Santos de Pelé, mas aquele foi o maior time que eu já vi na história do futebol, marcou a trajetória mundial do esporte. Todos respeitavam a torcida e a camisa: não tinha corpo mole e nem briga". Disse Lico em entrevista.

Lico jogou em várias equipes de Santa Catarina desde o inicio da década de 70, e se tornou um dos raros casos de jogadores que só conseguiram sucesso na carreira após os 30 anos de idade, em 1980 quando se transferiu do Figueirense para o Mengão. O detalhe é que os dirigentes do clube quando o contrataram acreditavam que Lico tinha por volta de 20 anos de idade, o que fez surgir uma certa desconfiança sobre a sua contratação. 

Começou como reserva da equipe, entrando no segundo tempo das partidas. Após o "conselho" de Zico, Carpegiani o colocou como ponta-esquerda, cobrindo e liberando os avanços de Júnior, e Lico deslanchou no time. Foi peça importante criando oportunidades de gol com seus cruzamentos (fazia belos cruzamentos de trivela), tabelas e deslocamentos em velocidade pelas laterais ou pelo meio. Tinha um chute fortíssimo, que lhe rendeu 16 gols pelo Mengão. 

Atingido por uma pedrada no segundo jogo da Final da Libertadores contra o Cobreloa, Lico ficou de fora do último jogo em Montevidéu. Foi titular do time até 1983, quando sofreu uma série de lesões no joelho direito e foi obrigado a realizar várias cirurgias que fizeram com que encerrasse sua carreira em 1984. 

Após pendurar as chuteiras, Lico continuou ligado ao futebol e trabalhou como gerente de futebol do Joinville, como técnico dos juniores e do profissional do Avaí e supervisor de futebol do Londrina (PR). 

Veja um dos momentos deste time maravilhoso!
Juntou Lico, Zico e Adílio. O resultado?
Golaço de cobertura do nosso ponta-esquerda contra os Flores!
Flamengo 3x1 Fluminense
Campeonato Carioca - 3º Turno - 15/11/1981 - Estádio: Maracanã
Gols: Nunes, Lico e Tita.

Lico é um dos Heróis do Mengão!


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Imagens 2 e 3: Google com adaptação de FlaManolos
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Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.