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14 de mai. de 2012

Alma Flamenga


Nome:  Tulio Rodrigues 
Idade: 27
Cidade:  Rio de Janeiro
Twitter: @poetatulio
O que é o Flamengo pra você?
Ser Flamengo é ser até morrer, é idolatrar o Zico como um santo.


Alma Flamenga

Sim, sou poeta, sou gente, sou Flamengo! Não entendo porque tantas pessoas torcem a cara quando percebem que meu lado Flamengo sobressai tão latente em minha personalidade. Quer dizer que para ser Flamengo a pessoa deve ser desprovida de cultura e inteligência? Discordo e encaro tais comparações como preconceito. E deveria ser crime destratar qualquer Flamengo!

O Flamengo é esse fenômeno porque se deixa abraçar pela multidão. E a multidão não tem cara, não tem cor ou classe social. Tenho orgulho de pertencer a uma torcida de muitas cores, etnias e das classes A, B, C, D... Do rico e do pobre, do carioca ao nordestino, do Oiapoque ao Chuí! Basta amar o vermelho e o negro que será Flamengo como eu sou!

Cyro Monteiro, João Nogueira, José Lins do Rego, Jorge Bem Jor, Ruy Castro, Luis Ayrão, Moraes Moreira... Tantas celebridades de nossa literatura, de nossa música são tão Flamengo como o João, José, Tulio, Souza, Silva... Tantos pedreiros, padeiros e singelos trabalhadores do nosso Brasil que são Flamengo como eu sou até o grande poeta parnasiano Olavo Bilac que sempre visitava nossos remadores no numero 22 da Praia do Flamengo.

Não me peça para explicar essa paixão e esse amor! Não dá para explicar. Os torcedores dos outros Clubes até explicam, mas os do Flamengo não! Não tem explicação, conceito ou fórmula para amar o Flamengo! Amar o Flamengo independe de sua posição na tabela, se ele venceu, perdeu... Nada importa! Flamengo, enquanto você se chamar Flamengo e suas cores forem o vermelho e o negro, eu vou lhe amar! Isso me basta e sacia com infinito amor e acalanto o meu coração e minha alma flamenga!!!

SRN

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Tulio é um poeta de alma flamenga. Blogueiro apaixonado e dedicado ao Mais Querido, há mais de um ano mantém o ótimo Blog Ser Flamengo no ar e sempre atualizado. Ele ainda escreve no Blog Poeta Tulio e no Recanto das Letras. E faça como o parceiro Tulio, a coluna é sua! Manda seu texto pra gente (quantos quiser). Veja os detalhes aqui: Coluna da Nação
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5 de mai. de 2012

Semana de Voltas e Idas


Nome:  Eduardo Matheus 
Idade: 21
Cidade:  Rio de Janeiro
Twitter: @Edu7_Cerk
O que é o Flamengo pra você?
Atualmente, é saber que, mesmo com todos os problemas pelos quais tem passado, ainda assim eu teria um desgosto profundo se ele faltasse no mundo.


Semana da volta de quem não foi e da ida de quem não veio

1 - Primeiro o jovem Thomas passa de quase promovido aos profissionais para quase ex-jogador do clube. Sem muitas oportunidades na Era Joel Santana, o meia foi comunicado que voltará aos juniores podendo ser negociado com algum clube de série A. Cadê aquele discurso de que dariam mais atenção à garotada? Qual o critério para se dispensar uma prata da casa com condições de compor elenco para ir atrás de jogadores desconhecidos ou contar com a sorte e boa vontade de um Adriano que só deve estar disponível em Setembro?

2 - Depois de tantos nomes especulados, finalmente confirmam o de Luiz Henrique como novo homem forte do futebol rubro-negro. Em seguida o próprio então suposto novo diretor executivo anuncia que está fora da jogada. Certamente alguém próximo e “do bem” que conhece bastante o que é hoje o ninho de gato chamado Gávea o aconselhou a declinar o convite. Conselho este seguido sem pensar duas vezes. Vergonha total! Após duas semanas para se chegar num consenso (se é que isso é possível lá dentro), protagonizam o mico de anunciar o nome e ver o acerto melar em questão de minutos.

3 - E tal da taça das bolinhas que ora é do São Paulo, ora do Flamengo, ora  de ninguém? Está mais rodada que pratinho de microondas. Em mais um capítulo dessa enjoativa novela, a Justiça ordena e a Taça volta à sede da Caixa Econômica Federal. Para nooooossa alegria! NOSSA? Só se for para a alegria da Paty, pois eu já cansei há séculos dessa palhaçada. Nem vale mais comentar.

4 - Por fim, para fechar (ou não) a semana com chave de ouro, depois de darem como certo a troca entre o meia Botinelli e o zagueiro Victorino do Cruzeiro, entram na jogada empresário, advogado, dirigente de ambos os times para desmentirem a transação que já estava sendo dada como concretizada por cartolas rubro-negros. Agora alegam que o argentino se recusa deixar o Rio de Janeiro. Claro, aqui ele finge que recebe, finge que ainda vai dar certo nas quatro linhas, finge que gosta da torcida enquanto ela se ilude que ele possa apresentar mais que 15 minutos de craque num Fla-Flu. Então melhor deixar tudo na mesma. Ir lá pra Minas? Aquele clube inexpressivo, jamais rebaixado, onde certo profissionalismo, cobrança (nos jogadores) e pressão quase não existem? Pra quê?

5 - Andam dizendo por aí também que o Ibson vem e o Willians vai. Enquanto não ver os dois vestindo a camisa de seus possíveis novos times, me recuso a cair em mais uma “pegadinha do malandro” no show de piadistas que virou o clube mais famoso do Brasil. E olha que ainda nem chegamos no meio do ano.


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Eduardo é um rubro-negro que curte escrever, inclusive escreve às vezes no blog Confio no Mengão e é a terceira vez que publica na Coluna da Nação. Veja todos posts da coluna aqui. E faça como o Eduardo, a coluna é sua! Manda seu texto pra gente (quantos quiser). Veja os detalhes aqui: Coluna da Nação
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21 de mar. de 2012

Coluna da Nação: Rosália Teixeira - Não é fácil, mas é bom demais!


Nome: Rosália Teixeira 
Idade: 23 anos
Local: Palmeira dos Índios - AL
Twitter: @RosaliaMariaa
O que é o Flamengo pra você?
É raça, amor e paixão.

Não é fácil, mas é bom demais!

Minha paixão pelo Flamengo é algo que vai além do que consigo explicar. Poderia ir ao Fumeirão torcer e morrer de amores pelo ASA de Arapiraca, clube que é a paixão da minha região, mas ele não me cativa. Quem me fascina realmente é o rubro-negro carioca, mesmo não morando no Rio. E o amor ao Flamengo está presente em cada momento da minha vida.

Não sei falar como começou. O que eu sei é que meu pai é flamenguista, e nasci e me criei assistindo aos jogos com ele e ouvindo-o contar como era o time em 1981. Sempre acompanhei e sofri muito com os jogos. Lembro-me que em 2001, naquela final com o Vasco, assisti ao jogo vestida com meu manto e tremendo de tensão, abraçada com minha boneca, também vestida de Flamengo. E aos 43 minutos, chorei. Foi uma emoção indescritível pra mim, uma criança que mal entendia de jogo. Assim fui crescendo, a paixão se consolidando e vendo o Flamengo tantas vezes campeão, mas também com tantas aflições e agonias. Quem falou que ser flamenguista é fácil?

Não é nada fácil ser Flamengo e mais ainda ser Off-Rio, mas é bom demais. Não poder ir aos estádios, sentir o calor da torcida, gritar e cantar o amor pelo Mais Querido, comemorar cada gol feito... Se fosse somente ir ao estádio acompanhar um jogo de futebol, seria fácil. Em Arapiraca tem jogos frequentemente, mas não é do Flamengo. É muito diferente. Amo o Flamengo, não o futebol. Assim como muitos outros que não podem curtir um jogo do Flamengo, comemoro a subida de um Série B para então poder estar mais perto do Mais Querido. É o caso da volta do Sport e Náutico pra elite do Brasileiro. Terei duas chances em 2012 de ver meu amor em campo jogando em Recife, mais acessível aos alagoanos.


Mas nem por isso deixamos de demonstrar o amor que sentimos. Acompanhar os jogos pela TV, participar de campanhas via internet, vestir o Manto Sagrado em qualquer ocasião... Isso nos torna mais próximos do calor da Nação, isso faz a diferença. Eu sempre ia pra faculdade com o Manto, independente se ganhasse ou perdesse. E muitas vezes tinha que vestir branco por conta de estágio ou aula prática do curso de Enfermagem. Usar uma blusa vermelha não dava, mas mesmo assim ia com a mochila ou a blusa branca com o símbolo no peito. Sempre ando com alguma coisa relacionada ao Flamengo comigo. Para muitos pode ser exagero, mas acho que é uma forma de demonstrar minha paixão pelo Flamengo, já que não posso frequentar os eventos do clube ou estar mais próximo do time em campo.

Enfim, o Flamengo sempre me proporcionou muitas emoções, alegrias e conquistas. Não nego a ninguém o quanto sou apaixonada pelo Mengão. Só divido essa paixão com a Enfermagem, mas consigo conciliar as duas. Todos que me rodeiam já sabem dessa paixão e dedicação, capaz de mover montanhas e pedir silêncio pra prestarem atenção quando está passando um jogo, discutir com a emoção e razão, chorar, ver o coração sair pela boca e até cornetar muito quando for preciso. Afinal, cornetar é uma arte e faz parte. Sonho em conhecer a Gávea, ver um treino no Ninho do Urubu, assistir a um jogo no Maracanã, ver o Bi-Mundial... Tudo que se refere ao Flamengo faz parte de mim, dos meus sonhos. Há quem diga que tenho sina de botafoguense, por chorar nos jogos do Mengão. Mas a lágrima é de alegria e é a forma mais sincera de demonstrar o sentimento que tenho pelo Mais Querido.


Saudações Rubro-Negras

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Rosália trabalha com enfermagem e é rubro-negra até o osso. Nasceu e mora no interior de Alagoas, onde flamenga desde então. Toda sua família é flamenguista, incluindo seu papagaio que grita "Mengo!" pela casa. Essa é uma das provas de que o Flamengo existe em todos os cantos deste país. E faça como a Rosália! coluna é sua! Manda seu texto pra gente (quantos quiser!). Veja os detalhes aqui: Coluna da Nação

Imagem 1: Rosália Teixeira
Imagem 2: Rosália com adaptação de FlaManolos 
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17 de fev. de 2012

Coluna da Nação: Pedro Chaves - Alex Silva: a chance do Flamengo mostrar que cresceu!


Nome: Pedro Chaves 
Idade: 28 anos
Local: Goiânia - GO
O que é o Flamengo pra você?
Flamengo é minha casa, onde me sinto à vontade, onde tenho minhas alegrias e sempre quero estar. Resumindo: mesmo distante, o Flamengo é tudo.


Alex Silva: a chance do Flamengo mostrar que cresceu!


Saudações, grande e linda Nação Rubro-Negra! O assunto é polêmico, espero que leiam até o final antes de tirarem as conclusões ou me "crucificarem". 

Todos nós sabemos do problema que o zagueiro Alex Silva se tornou para o Flamengo. É público e notório que ele não quer defender o Manto, e mais importante, que nós não o queremos vestido com o tal. Entretanto, vou levantar uma bola controversa: Alex Silva tem que voltar a jogar!

Sou rubro-negro como todos vocês. Sempre sonhamos com a moralização do nosso clube, ou pelo menos do nosso departamento de futebol (uma vez que o futebol é o coração e as pernas do Flamengo). E sonhando com tal profissionalização é que venho até meus irmãos de farda sagrada levantar essa bola. O Alex Silva é jogador do Flamengo, é funcionário do Flamengo, tem contrato, tem direitos e deveres trabalhistas a cumprir. 

Vamos ver se nos entendemos: O Flamengo contratou e pagou (não vou colocar entre aspas, mas todos nós conhecemos o nosso clube) pelo jogador, assinou um contrato, paga o salário e assina a CTPS (Carteira de Trabalho). Enfim, um simples contrato de trabalho por tempo determinado. Então, temos um zagueiro (quer queiramos ou não, um bom zagueiro) sem jogar e recebendo os salários? Sem jogar porque ele (o funcionário) resolveu que não trabalharia, e o chefe (Flamengo) resolveu que, como punição, o mesmo ficaria "a toa"? Que tipo de Departamento Jurídico nós temos? O Alex Silva será outro Kleberson? Experimente você, que acorda cedo e trabalha todos os dias, chegar para o seu Patrão e informar que não vai fazer o trabalho que lhe fora designado... Imagine a cena, o seu patrão te mandando ficar em casa e continuando a pagar os seus salários? Ora, devemos nos organizar, nos profissionalizar!


O Flamengo precisa de um zagueiro, e tem um zagueiro, contratado, que recebe salários e que está em casa, descansando e curtindo a grana do nosso clube. No meu ponto de vista, chegou a hora do Flamengo se moralizar, colocar o Alex Silva pra treinar, correr, jogar e se empenhar. Enfim, colocá-lo para trabalhar, independente da vontade do jogador/funcionário, mas completamente de acordo com o seu empregador, o CRF. Cabe ao Flamengo exigir deste senhor um trabalho bem feito, dedicação, comprometimento. E a nós, como torcedores e mantedores do Flamengo, cabe a cobrança, a fiscalização e o zelo pelo patrimônio do clube. 

Alex Silva deve e tem que voltar a campo, pra fazer valer o investimento que o Flamengo teve com ele. E o "benefício" que cabe a este jogador é o das vaias em caso de jogo feio, de descaso, de falta de comprometimento. Não peço a Nação que o apoie, mas exijo que cuidemos, juntos, de todos os investimentos do Flamengo, independente de ser fulano ou ciclano, de querer jogar ou não. Devemos exigir o cumprimento dos contratos feitos com o nosso clube, devemos apoiar o Flamengo e cobrar respeito.


Saudações Rubro-Negras

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Pedro é advogado e rubro-negro assíduo nas redes sociais. E como todo Off-Rio, ajuda a levar o Flamengo aos quatro cantos do país! E faça como o Pedro! coluna é sua! Manda seu texto pra gente (quantos quiser!). Veja os detalhes aqui: Coluna da Nação


Imagem 1: Pedro Chaves com adaptação de FlaManolos
Imagem 2: Ricardo Ramos com adaptação de FlaManolos

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9 de nov. de 2011

Coluna da Nação: Bernardo Coimbra - O Melhor Jogo Que Eu Não Vi


 

Nome: Bernardo Coimbra
Idade: 21 anos
Local: São Paulo - SP
Twitter: @b_coimbra
O que é o Flamengo pra você?
Mais que um clube, uma entidade viva muito maior do que qualquer um possa imaginar. Algo que se movimenta sem pernas, pensa sem cabeça e sofre sem coração com seus 35 milhões de fãs apaixonados


O Melhor Jogo Que Eu Não Vi

Gostaria eu, nobre rubro-negro residente em São Paulo, de ter a honra de ter visto in loco o melhor jogo de futebol do ano de 2011. Não fui abençoado com tal prazer, mas tive a honra de participar do momento. Sim, eu estive lá e não vi o jogo. Como isso é possível?

Quarta-feira desloco-me junto com o meu primo para a baixada santista para assistir o embate do ano (anunciado anteriormente por todos meios de comunicação) entre os dois melhores times do Brasil no papel. A probabilidade de uma grande decepção estava presente, entoada aos sete ventos pelos desgracentos que nosso mundo rondam.

O plano era deveras simples: chegar até a terceira vila mais famosa do mundo (atrás da Vila Country e da Vila Madalena) e tentar conseguir um ingresso para o jogo com alguém que porventura não viesse junto com a delegação flamenga. Fatalmente não conseguimos. Num setor de visitantes para 700 pessoas era impossível arrumar um lugar vago para dois urubus que chegaram em cima da hora.

Começou então o nosso suplício: conseguir ingresso na mão dos desprezíveis cambistas praieiros-eternos-pequenos-do-futebol-nacional. A cotação inicial que tivemos foi triste: com o jogo já em andamento (coisa de 20 do primeiro tempo, com 2x0 para o Santos) nós pagaríamos 120 reais em cada ingresso para um lugarzinho qualquer coisa no estádio - longe da torcida do Flamengo, obviamente. 

Continuamos procurando. Achamos um cidadão qualquer disposto a nos vender por 80 uma única entrada que, dentro do estádio, dava acesso à torcida do Flamengo. Ora, em terra de cego, caolho é rei. Compramos a tal.


Como o jogo já se adiantava (e se apresentava nos perigosos 3x0 para o time da casa), achamos melhor um entrar. Falei para o meu primo fazer as honras enquanto eu continuava a minha busca por um ingresso também por 80 reais - que era tudo que eu tinha na minha carteira.

Fiquei do lado de fora do estádio Urbano Caldeira, junto com uma maré de peixes e sardinhas, buscando meu ingresso. Perguntava de canto a canto, e todas as cotações eram acima do meu orçamento. 

Num determinado momento achei um cidadão com um casaco da Torcida Jovem do Santos disposto a me vender um ingresso por 60 reais, que dava acesso à torcida visitante. Fiz um rápido acordo que ele deveria me esperar na rampa, enquanto passava o ingresso. Se o tal fosse falso, pegaria meu dinheiro de volta. O ingresso não passou, e ,fatalmente, o cidadão fugiu. Nessas horas eu, burro, idiota, deveria lembrar que sardinha é de uma família deveras próximas da do bacalhau.

A situação que se desenhou era de Bernardo sozinho no lado de fora da Vila Belmiro, envolto num mar com as mais variadas espécies de criaturas marítimas vestindo preto e branco. Ora, eu pergunto a você, caro leitor: o que faria?

Tomei a decisão mais estúpida da noite: virei uma sardinha por 2 horas, para não virar sopa de urubu. Me critiquem! Batam em mim! Me xinguem! Digam que não sou um real rubro-negro, mas não digam que eu me omiti por falta de tentativa. 

O meu Manto se encontrava dobrado dentro do meu bolso, e eu estava a paisana. Parei num bar em frente ao estádio e comecei a assistir mezzo-mezzo a partida. Afinal, é difícil ver com 500 cabeças na frente e com uma barra de ferro na frente da televisão. 

 

Cometi o maior crime que se pode cometer: tive que mentir que estava torcendo para outro time. O Santos atacava, eu era obrigado a comemorar. O Santos marcava, eu gritava. O Santos sofria um gol, eu era obrigado a demonstrar desapontamento.

Nisso o meu manto no bolso pulsava, vivo como nunca, buscando uma explicação para aquela insanidade que eu estava fazendo. Sim, meus amigos, talvez eu tenha sido uma das únicas pessoas no mundo que tenham visto o Manto ganhar vida enquanto dobrado num bolso qualquer.

Em Roma como os Romanos, eu respondia. E seguia, morrendo por dentro, com meu suplício. Eu queria gritar, sair correndo, esfregar na cara dos Santistas o Manto vivo. Mas não podia. Era preciso estar vivo para ver o Flamengo ganhar, e assim eu fiquei.

Assim eu ví o Flamengo ser protagonista do maior jogo de futebol do ano, mesmo estando do outro lado da torcida.

Se me arrependo? Eu diria que foi uma das experiências mais absurdas da minha vida flamenga, e ela serviu sem sombra de dúvida para aumentar o meu amor pelo clube.

Porque se um pouco de mim morreu hoje por torcer, nem que sejam 2 horas contra o Mais Querido, com o único intúito de sobreviver para ver o "depois", esse pouco renasceu quando soube (e ví na gravação) o quão épico foi esse jogo.

Eu não posso dizer que eu vi. Mas posso dizer que estava lá. Estava além das linhas inimigas. E voltei aqui para contar a história.


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Bernardo Coimbra já esteve aqui com um post sobre cornetagem, e volta contando sua história no melhor jogo dos últimos anos. Sensacional! E você gostou do Coluna da Nação? Você já passou por algo semelhante a esta história? Faça como o Bernardo! A coluna é sua! Manda seu texto pra gente (quantos quiser!). Veja os detalhes aqui: Coluna da Nação

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15 de set. de 2011

Coluna da Nação: Marcos Frazão - Nos Braços da Massa


Nome: Marcos da Silva Frazão
Idade: 24 anos
Local: Rio de Janeiro - RJ
Twitter: @marcos_frazao
Facebook: Marcos Frazão
O que é Flamengo pra você? 
Flamengo é a razão da minha vida e dedico a ele 24hs do meu tempo.


 Nos Braços da Massa

Apoio no momento é fundamental. Jogadores e comissão técnica do maior clube de futebol do mundo não podem se dar ao luxo de entrar em uma competição com objetivo que não seja o título. O Clube de Regatas do Flamengo exige isso, a história que o consagra é uma das mais belas. Ao passar por toda trajetória do Flamengo, não há quem deixe de se emocionar. 

Toda a conturbada fundação na praia do Flamengo nº 22, desde o primeiro encontro com as águas na difícil missão de fundar um grupo de regatas, o naufrágio da "pherusa" já dava sinais de como seria difícil a trajetória do Flamengo. Tudo aqui é conquistado com Raça, contra tudo e todos, tendo lado-a-lado essa Nação que foi crescendo aos poucos e que hoje são mais de 35 milhões. 

O Flamengo nasceu do povo. Diferente dos demais clubes, que ao serem campeões comemoravam nos mais luxuosos hotéis com coquetéis milionários, o Flamengo comemorava com sua torcida. Ao se tornar campeão de qualquer competição, era comum ver todos os atletas nas ruas comemorando nos braços da massa. Isso fez o Flamengo grandioso, fez do preto e encarnado a cor que pinta as ruas de todo o Brasil. No Flamengo tudo vem com o sacrifício, nada é fácil, e essa Nação exigente cobra jogando junto do time. 


É de assustar qualquer adversário a grandeza de nossa torcida e o espetáculo que fazemos durante todos os jogos. Portanto, nessa hora de fragilidade do nosso tão querido e amado clube é que devemos nos unir, abraçar o time e dar a volta por cima, juntos! Já modificamos muitos placares, somos o 12º jogador do Flamengo por que temos o poder de motivar e de estar praticamente dentro de campo, empurrando nosso Flamengo para o gol do adversário. 

Não podemos nos render a nada, nem ninguém. Somos Flamengo, vivemos Flamengo, e ao invés de criticar, vamos mostrar o que é amor à camisa pros que estão em campo, não se prendendo a eles, e sim à instituição. Vamos jogar junto do time e, de uma vez por todas, mostrar que mesmo o jogador não querendo fazer seu papel, nós o obrigamos a fixar nosso ritmo dentro de campo. 

A Nação Rubro-Negra exige que os jogadores honrem o Manto Sagrado, assim como nós fazemos nossa parte. Então, ao entrarmos no estádio, vamos com o objetivo único de empurrar o Flamengo para cima do adversário, deixando as críticas e manifestações de descontentamento pra depois da partida. 

Lembrem-se: Os anos passam, se passam jogadores, mas fica tu Flamengo e eu não paro de te amar.

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Marcos Frazão é um dos líderes da Raça e, como ele mesmo disse, se dedica ao Mengo 24hs por dia. Ele escreve pro site da Raça Rubro-Negra (clique aqui) e recentemente nos representou muito bem numa matéria do programa A Liga sobre as Torcidas Organizadas. O Blog agradece pelo excelente e emocionante post! Vamos jogar juntos nas arquibancadas, Nação! Valeu, Frazão! E você gostou do Coluna da Nação? Faça como o Marcos! A coluna é sua! Manda seu texto pra gente! Veja os detalhes aqui: Coluna da Nação

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23 de ago. de 2011

Coluna da Nação: Raphael Godoi - Sem o R10, qual a diferença?


Nome:
Raphael Godoi

Idade:
14 anos

Local:
Rio de Janeiro

Twitter:
@Flanaticos2
O que o Flamengo é pra você?
 

Minha alegria!
 
Sem o R10, qual a diferença?
 
Todos nós já notamos que o rendimento do Flamengo cai quando não tem a presença do Ronaldinho em campo. Mesmo quando ele não tem o desempenho esperado, a equipe joga bem. 
 
Por que será que isso acontece? Tem alguma explicação lógica? Sim, tem explicação. Se dermos uma olhada no atual plantel do Flamengo, veremos muitos jogadores novos, jogadores inexperientes que vieram da base ou de clubes pequenos. Talentos como Diego Mauricio, Luiz Philipe (Muralha), Galhardo, Negueba... Jogadores com um potencial elevado e que estão começando suas carreiras agora. Mas onde isso se encaixa com o assunto deste texto, onde isso entra em relação ao rendimento do Flamengo sem R10 em campo?
 
Ronaldinho é um atleta reconhecido mundialmente. Jogador com habilidade, talentoso. Uma referência dentro de campo.
A pressão de jogar no Flamengo é muito maior do que a de jogar em qualquer outro clube. E juntamente com o fato do time ter perdido somente duas partidas em 8 meses, aumenta muito mais essa pressão. Esses jogadores mais novos não estão acostumados a sofrer uma cobrança tão forte como essa. A responsabilidade dentro de campo aumenta. O jogador começa a se afobar, trocar passes na frente da área de defesa, começa a perder passes de '30 centímetros', comete faltas bobas. O jogador se apavora!
É neste momento que o Ronaldinho faz a diferença. É nessa hora que o homem referência muda o rumo do jogo. Quando o jogador recebe a bola e não sabe o que vai fazer com ela, o que ele faz? Joga no homem de referência, o Ronaldinho. O craque consegue mudar o rumo de uma partida com apenas um lance. O grande exemplo é Flamengo 1x0 Coritiba, em que ele lançou a bola na cabeça de Jael, que só teve o trabalho de empurrar para o gol.
Com o Gaúcho em campo, mesmo que ele jogue mal, o Flamengo joga bem. Sem ele em campo o time se afoba, com ele o time tem uma referência! Como diz o próprio filósofo Ronaldinho: Flamengo é Flamengo. Com ou sem o astro em campo!
SRN!
 
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Raphael Godoi é apaixonado pelo Mais Querido, e até criou o twitter @Flanaticos2 pra expressar um pouco do que sente pelo clube. O Blog agradece pelo excelente post! Parabéns, Raphael! E você gostou do Coluna da Nação? A coluna é sua! Manda seu texto pra gente. Veja os detalhes aqui: Coluna da Nação
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Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.