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Entre todos os Heróis do Mundial, talvez seja Marinho o "patinho feio" do time. No meio de tantos nomes de peso, o zagueiro é o nome mais difícil de se lembrar na escalação dos 11 campeões em Tóquio.
Marinho estreou com o Manto Sagrado num amistoso contra o São Paulo, em 1980, ajudando a garantir o empate de 0 a 0. Mostrando uma grande capacidade de antecipar-se ao adversário e roubando-lhes a bola com surpreendente habilidade, fez exatamente aquilo que havia chamado a atenção do técnico Cláudio Coutinho após o jogo entre Mengão e Londrina pelo Brasileiro de 1979.
Alto e magro, Marinho era às vezes desengonçado, o que levou a muitos duvidarem de sua capacidade. Com o tempo virou titular, ganhando confiança para se arriscar no ataque, chegando de trás em alta velocidade para deixar os companheiros na cara do gol. E como não poderia deixar de ser, é super identificado com a Nação. "Sinto muita falta da galera do Mengão. Aquilo não existe! Até hoje sou reconhecido". Sempre será reconhecido e admirado por todos nós!
De acordo com a Flapédia, Marinho fez 219 jogos pelo Mengão, marcando 6 gols. O mais importante desses gols foi contra o Patético-MG, na primeira fase da Libertadores de 81, onde o Mengão não poderia perder, pois seria eliminado. Marinho marcou de cabeça no final do jogo, garantindo o empate em 2x2 e a nossa classificação!
Foi Campeão Carioca em 1981, Brasileiro em 1980/82/83, da Libertadores e do Mundial em 1981. Teve uma passagem pela outra seleção (a brasileira) em 1983. Em 1984, começou a perder espaço no time, com a chegada de alguns jogadores dos juniores, como Figueiredo, com a confirmação de Mozer e o deslocamento de Leandro para a zaga. Com a forte concorrência, preferiu deixar o clube indo para o Patético-MG e depois para o Buátafogo.
Marinho é um dos Heróis do Mengão!
Saudações Rubro-Negras
Imagem 2 e 3: Google com adaptação de FlaManolos
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