3 de abr. de 2012
Libertadores - Emelec x Flamengo
O trem chegou ao seu destino, antes de retornar ao Brasil e finalizar a primeira fase desta guerra nomeada brilhantemente de Libertadores. E quem precisa incorporar este campeonato até no nome é o Mengo, que há muito tempo se prende num futebol meia-boca e muitas vezes medroso. Em muitos jogos faltou Flamengo no time. Apesar do povo equatoriano ser muito respeitoso e educado, temos que chegar na casa deles com pisão na porta, invadir com todas as nossas armas e ditar as regras do jogo, mostrar exatamente quem somos.
Jogando contra eles dentro de casa, Joel armou um 3-6-1 que não deu certo, e quando parecia que tinha encaixado, viu Léo Moura, o melhor do jogo, sair de campo. Desta vez Joel deve ir de 4-4-2, com 3 volantes, 1 meia e 2 atacantes, como consta na imagem. E o esquema certamente funcionará melhor se Willians não passar no meio-campo, se preocupar apenas com as roubadas de bola e deixar Luiz Antônio avançar mais. Se Deivid não jogar, Joel deve colocar o Botti. Mas vou torcer pra ele repetir a formação do jogo passado, em que usou 2 volantes, 2 meias e 2 atacantes, com a dupla Love e Deivid, que tem funcionado bem. E espero que o Ronaldinho, poupado do treino (mais uma vez), corra tudo que não correu nos últimos 5 anos, pelo menos.
Emelec joga na base da velocidade. É um time com jogadores jovens e rápidos, como o Valencia, Marlon, Mena e Gaibor. Talvez o Figueroa seja o principal jogador deles, mas se a bola não chegar lá na frente, será menos um em campo. Possuem um bom conjunto, são aplicados taticamente, mas são fracos tecnicamente. Lanús foi na casa deles e meteu um gol logo aos 5 minutos, fazendo com que o Emelec jogasse contra um time recuado e que não deu espaços pra explorar exatamente uma de suas poucas armas, a velocidade e o contra-ataque. Placar final: 2 a 0.
O estádio deles é pequeno, com capacidade pra 30 mil pessoas coladas no campo, bufando no cangote dos jogadores. Não será fácil nem pra bater lateral. O time precisa entrar focado no jogo, sabendo que pode apanhar, levar pedradas, cusparadas, empurradas, pisadas e outras "adas". Na Libertadores, quem não tem talento no pé dá pontapé. E como os times brasileiros, na maioria, são superiores tecnicamente, sofrem mais. Isso é algo básico, mas parece que nosso grupo ainda não aprendeu. Se bater de volta, devolver as pedradas, cusparadas, empurradas, pisadas e outras "adas", quem leva o hematoma é o nosso amado Mengo e a Nação. Mente focada e bola no pé. Assim vamos alcançar nosso objetivo, com fé.
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Saudações Rubro-Negras
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Renato Croce (Alexi Lalas)
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