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3 de mai de 2012

Centenário de Glórias - Lições Flamengas


Quando Deus criou a felicidade, lá em 1895, ele colocou um porém: "Se quiseres a felicidade, terás de lutar contra as dificuldades". Muitas vezes me perguntei o porquê disso, mas a resposta é notada em cada ano de existência do Mengo e nos corações da maior torcida do mundo, que não para de crescer. Para ter outro exemplo, basta olhar pro nosso mascote, que possui estômago forte pra engolir toda a carniça que lhe é imposta, sem perder seu voo imponente. O próprio hino (oficial) mostra isso em seu refrão. A dificuldade não deve desencorajar o rubro-negro ou fazê-lo recuar, e sim mostrar sua coragem, como sempre fez. A essência do rubro-negro consiste em superar barreiras, é isso que alimenta seu espírito.

Lutemos sempre com valor infindo... Que teu futuro ainda será mais lindo. Estas últimas palavras estão presentes no hino e são de autoria do Paulo Magalhães, ex-goleiro do clube. Elas nos mostram exatamente tudo que disse até agora neste post. Que felicidade do Paulo... Também podemos notar essas palavras na nossa fundação, quando a Pherusa, primeiro barco comprado com dificuldade pelos seis jovens remadores, naufragou após uma forte chuva e foi roubado após sua reforma, antes mesmo de entrar em competição, e nunca mais foi visto. Antes de superar seus adversários, o Flamengo teve que superar a si mesmo. Lutou contra a força da natureza e as injustiças do mundo e perdeu a batalha, mas sobreviveu e venceu a guerra. Fundou a raça, a fé e a coragem antes mesmo de seu escudo.

Nos gramados, podemos lembrar de inúmeros heróis, dois deles já citados aqui na série Centenário de Glórias, que passaram por cima de suas condições físicas pra vencer em campo. Como explicar a fato do Moderato ter entrado na final de 1927 apenas 2 dias depois de ter aberto a barriga numa cirurgia delicada? Ele sabia de sua importância pro time, talvez, mais que a importância de sua própria vida. Assim como Valido, que entrou em campo com 39 graus de febre e há quase 2 anos aposentado, em 1944, pra nos dar o primeiro Tri. E o que seria do nosso Penta-Tri inédito se não fosse a coragem e raça de Valido? Como explicar a final de 1927, após o time ter sofrido um desmanche antes do campeonato começar, ter convocado jogadores da base e aposentados às pressas e ver seu ídolo, o maior ponta-esquerda da história do futebol brasileiro, segundo Flávio Costa, arriscar sua vida em campo? E o que seria da nossa geração de ouro se não fosse a fé e a luta de todo o time em 1978, aliada com o heroísmo e o voo insuperável de Rondinelli no final do jogo? Este foi o início das nossas maiores glórias.

É... O Flamengo nos traz felicidade e verdadeiras lições de vida. Ele me ensinou a ter fé, a lutar por aquilo que acredito até o último segundo. Me ensinou que nada na vida é fácil, e que a superação e a persistência caminham lado a lado. Impossível? Esta palavra só foi inventada porque não existia o Flamengo na época. Você está lá embaixo hoje, mas com raça, trabalho e comprometimento você pode estar lá em cima amanhã. O Flamengo me mostrou que a vaidade, ganância e individualidade, juntas, destroem qualquer ambiente, qualquer projeto. A união das pessoas faz a diferença e todo esforço é válido quando se faz com amor. Me ensinou que vestir a camisa é muito mais que um simples ato do dia a dia. Às vezes é importante arriscar, mas sempre devo estar preparado e atento às oportunidades. Não basta ser bom, tem que ter espírito de luta. Aprendi que humildade, trabalho e amizade são ingredientes muito fortes e que podem te dar a alegria de uma conquista mundial. Me ensinou a nunca abaixar a cabeça pra uma derrota, pois ela faz parte da vida e nos faz crescer. O Flamengo me ensinou que todo mundo precisa de um sorriso e um abraço, e que esta pessoa pode estar do meu lado vestindo as mesmas cores, mesmo que não a conheça.

Hoje, há exatos 100 anos do primeiro jogo, existem muitos outros fatos que transbordam rubro-negrismo. Algumas delas veremos na sequência desta série. Devemos olhar pra tudo isso antes de tomarmos qualquer atitude diante das dificuldades, seja em nossa vida pessoal/profissional ou rubro-negra, se é que existe esta separação. Nossa história gloriosa foi construída, orgulhosamente, graças às barreiras que insistem em passar pelo nosso caminho. Quanto mais eu vivo o Flamengo, mais o amo. E como você já cantou, lute hoje com valor infindo, que o futuro do Mais Querido será ainda mais lindo. Você pode, você deve.

Saudações Rubro-Negras

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Renato Croce (Alexi Lalas)

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"Eu queria ser um poeta para poder te explicar,
mas não consigo traduzir o sentimento de amor que a gente tem pelo Flamengo."

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2 comentários:

  1. Juninho do Alemão

    PARABÉNS FLAMENGO!!!! 100 anos de glórias!!!!!!
    Meu avô me falava do Dequinha. Não sei se jogava bola, mas vi a cara dele e o bichinho era feio de doer! hahahahaha

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  2. Belo texto, mas os tempos são outros. Enquanto R10 e Cia estiverem na Gávea, enquanto acharem que o FLA é somente um meio de ganhar mais e mais dinheiro, enquanto o elenco tiver jogadores extremamente limitados, me respondam, como ganhar alguma coisa?
    Infelizmente, se nem o ZICO conseguiu impor respeito, quem o imporá?

    O FLA só não é menor pela força de sua enorme e apaixonada torcida que valoriza cada título, pois, há muito fomos superados por Vasco, Santos, Fluminense, Corintians e Internacional. É só olhar o ranking de clubes. Isso sem dizer do São Paulo com uma puta estrutura e um tri-mundial.

    Pra quem viu o time de 81, pra quem viu o tri em 2001, hoje o FLA é uma sombra do seu passado. Não impõe respeito, joga como time pequeno. Fora quando normalmente joga como um time sem garra, um time sem preparo físico.

    É triste.

    SRN

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Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.