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4 de mai de 2012

Papo de Rubro-Negro - #EuFui


O dia 3 de maio começou com boas homenagens dos blogs do Flamengo, do site oficial e dos demais sites e jornais de esporte, mas a noite foi de arrepiar na Gávea. O projeto Papo de Rubro-Negro, a cada edição, cresce e mostra pro torcedor o gigantismo do Flamengo materializado em troféus, camisas, ídolos, cartazes, jornais, quadros, objetos... Um show de rubro-negrismo proporcionado pelo clube e pela Olympikus. Para quem pôde ir e não quis, só digo uma coisa: sinto muito.

Depois de duas horas e meia de trem, ônibus e canela, cheguei na Gávea em cima da hora com meu Manto da FlaGV, secando o suor com meu lenço e sabendo que estaria num evento sensacional. Cheguei junto com o Felipe, subimos a escada juntos. Ao entrar, vejo novamente outro e simpático goleiro do Mais Querido, o Fernandinho, 99 anos flamengando, um dos destaques da noite. Em pouco tempo me vi rodeado de dezenas de ídolos, muita história flamenga e irmãos de sangue rubro-negro. Logo depois do Fernandinho, e antes de olhar o conteúdo, encontrei os amigos (e dois grandes responsáveis por manter viva a história flamenga) Bruno Nin e Marcelo Espíndola, que já colocavam o papo em dia. Como disse o Marcelo, é muito bom estar nessa atmosfera.

Passeando pelos troféus, entre eles o de 1914 (primeiro título do Mengo) e do Brasileiro de 1987, doação do Zico, encontrei o grande Alexandre Moraes, do Gease-Fla, que sempre encontro por aí desde a montagem do Maior Mosaico do Mundo, em 2009, que eu ajudei a montar com ele auxiliando. Trocamos um bom papo sobre o evento e as Embaixadas. Daí avisto a filha do Jordan, Jordânia Sampaio, que foi representar o pai no evento e dar um presente ao clube, um agasalho de treino que o pai usou na época. Sensacional! Fiz questão de parabenizá-la pela atitude simples, mas muito importante pro Museu do Flamengo, que está sendo construído. Se todas as famílias tivessem esta sensibilidade, o Museu do Flamengo estaria ainda mais rico. Com a inauguração do Museu e sua divulgação, espero que mais peças apareçam. Jordânia ainda doará muitas fotos do Jordan em treinos, jogos e até tomando banho, mas esta foto deve ir pro museu do Fluminense. Será?

Não posso esquecer do Rondinelli, Deus da raça e da simpatia. Tive a felicidade de vê-lo, mais uma vez, e não poderia deixar de dizer: Rondi, já te falei isso uma vez, e todo rubro-negro deveria falar ao menos uma vez por dia, mas como não posso... Muito obrigado por tudo e... - Quem tem que agradecer sou eu. A honra é toda minha... - Ele é um brincalhão, né? O cara dá o sangue em campo e ele que agradece? E isso são coisas sinceras vindas de um ídolo rubro-negro. Entre outros papos com ele e o Marcelo Espíndola, Rondi foi pura simpatia o tempo todo. O mesmo falei pro Adílio, Manguito e Uri Geller, e basicamente o mesmo foi respondido por eles. Destaco o carinho enorme que todos tratam o torcedor e as palavras cheias de amor ao Flamengo do entortador de colunas: Rapaz... Eu que agradeço por tudo que o Flamengo fez e continua fazendo por mim, assim como vocês. Esse carinho e reconhecimento da torcida não tem preço. Amo esse clube. - Palavras do Julio Cesar, grande ponta-esquerda do futebol brasileiro, revelado pelo clube e um dos mais habilidosos daquela geração de monstros. E o curioso é que ele não precisava me dizer nada. Os olhos dele responderam antes da voz.

Manguito, Silva Batuta, Paulo Henrique, Luiz Antônio e Renato Abreu.

Como se isso não fosse o bastante, ainda encontro, pra minha alegre surpresa, o Paulo Henrique, grande lateral do Mengo na década de 60 e 70. Fui confirmar uma história que Cláudio Cruz, fundador da Raça, me contou. Paulo teria assinado um contrato em branco pra jogar no Mengo. Mas era mentira... Na verdade ele assinou vários. Perguntei pra ele o porquê, mas já sabendo da resposta. E não poderia ter outro motivo que não fosse o amor dele pelo Flamengo. Ele ainda me mostrou a camisa que eles usavam na época. Era a 8 do Nelsinho, que estava ao nosso lado ouvindo o papo, junto com o Fred e o Silva Batuta, companheiros do Paulo Henrique nos gramados da distante década de 60. Vejam só... Eu e o parceiro Marcelo Espíndola, batendo papo com o Paulo Henrique, Silva Batuta (ambos convocados pra Copa de 1966), Nelsinho e Fred, com um Manto deles original nas mãos, apresentado pelo próprio Paulo. Um jogador de 12 anos de Flamengo, mais de 400 jogos e 18 títulos, de seleção brasileira e Copa do Mundo, um dos maiores laterais da nossa história, me diz que assinava contrato em branco com o Flamengo por amor. E ele fez questão de dizer que não ganhava mais que seus companheiros de clube, presentes no papo. Sem palavras pra definir isso.

Atualizando o papo, literalmente, troquei boas e demoradas ideias com o Renato Abreu e o Luiz Antônio. Falamos sobre o momento do time, do Joel, Ronaldinho, torcida, ídolos... Foi muita coisa interessante, principalmente com o Renato Abreu, que me disse querer se aposentar no Flamengo em 2014 e no Maracanã. O curioso é que ele conhece o FlaManolos e já viu uma crítica sobre ele. Falei da importância dele pra história recente do clube e sua identificação com a torcida, coisas que não se apagam, mas que o melhor pro Flamengo tem que ser feito, seja com ele no time ou não. Ele disse que ainda pode ajudar muito e que tem se dedicado. Vamos ver como o time vem pro Brasileiro, mas no meu meio-campo titular ele não jogaria.

Se eu fosse falar tudo, o post ficaria gigantesco, se é que já não está. Mas isso é reflexo de uma noite sensacional, com muito Flamengo e ainda com uma comidinha de primeiríssima qualidade. Parei pra falar com o Cascão, sempre simpático, sobre possíveis reforços (acho que vem coisa boa aí). E ele é um cara que merece toda a nossa moral. As coisas estão muito complicadas. Ainda falei com o Fernandinho sobre o Carioca de 1933 e o Rio-São Paulo que ele disputou neste ano, entre amigos que tive o prazer de rever e conhecer pessoalmente e ex-jogadores, que nem ao menos sabia o nome, mas que estavam na conversa flamenga. Ao todo, foram cerca de 40, de diversas épocas. Ainda teve o Esquerdinha, Tri em 53/54/55. Rapaz... Acho melhor parar por aqui. E conversando com o Mauro Chaves e o Bruno Lucena, dois dos responsáveis pelo Museu, vi que será coisa de outro mundo, o Mundo Flamengo.

Saudações Rubro-Negras

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Renato Croce (Alexi Lalas)

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"Eu queria ser um poeta para poder te explicar,
mas não consigo traduzir o sentimento de amor que a gente tem pelo Flamengo."

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7 comentários:

  1. Cada dia que passa, eu confirmo mais uma observação: Renato Croce...eis um rubro-negro de verdade...

    Verdadeiras Saudações Rubro-Negras, meu querido!

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    1. Cada um é Flamengo da sua forma, Flávio.. São 45 milhões de caras, personalidades, experiências... e apenas 2 cores.

      Valeu pela moral de sempre! Abraço!

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  2. Sem palavras pra descrever a admiração que tenho por você... Me orgulha muito ver sua paixão pelo Mais Querido e a forma como descreve essa paixão que contagia todo mundo. Parabéns. :*

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  3. Todas as emoções sentidas ontem, Renato relatou com maestria. Ver muitos craques juntos é viajar no tempo. É imaginá-los como mitos,semi-deuses.
    Um evento com a marca Mauro Chaves e Bruno Lucena.
    As lágrimas reservei e "doei" ao Ubirajara Mota. Não sei explicar poruqe mas desabei.
    Daniela Miga(aquela que tem vergonha de se apresentar. rsrsrs)

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    1. Falou bem: "Um evento com a marca Mauro Chaves e Bruno Lucena."
      Eles merecem todos os elogios por esse evento e por todo o trabalho sensacional que fazem!

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Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.