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11 de mai. de 2012

Zinho - Vale a pena?


Foi confirmada a volta do Zinho ao Mengo, desta vez como diretor de futebol. Vou emitir minha opinião sobre o assunto, mais uma vez (já foi debatido no Programa Korneteiros). Zinho será mais um ídolo subordinado a esta gestão, sem respaldo em sua função e recebendo uma pressão totalmente desproporcional da torcida. Até que ponto é prejudicial um ídolo chegar ao clube nessas condições? Você aprova? Vale a pena?

Isso é muito delicado, ainda mais sabendo que Andrade, Petkovic e Zico já passaram por esta gestão e sentiram o gostinho. Tentaram Fábio Luciano também. Todos com boas passagens no clube, com suas histórias. Zico foi covardemente agredido com falsas acusações, que partiram também da própria torcida, se referindo a ele com palavras que jamais imaginei. Um período cruel demais. É a mesma Nação que se orgulha de seus feitos e de seu amor ao Mengo ao longo de 40 anos. Zinho será mais um alvo?

Ninguém no Flamengo é intocável, claro. Zinho é novo na função, mas é inteligente, sabe como é o clube, tem boa relação com os jogadores e não teria coragem de fazer nenhuma cartilha de boas maneiras. Aliás, se fizesse seria respeitado, ao contrário do Jairo, atacado por aviões. Zinho fez um bom trabalho no Nova Iguaçu, dentro do possível. O clube chegou a revelar alguns bons jogadores e tem um belo desempenho na base. Claro que no Flamengo é diferente. E sabe por quê? Porque ele não terá a liberdade pra fazer a sua função. A comparação entre os clubes é o de menos. Quem contrata é outro. Quem manda no futebol e diz o que está certo ou errado são outros. Se cada um fizesse a sua parte... Mas não é assim. Todo mundo quer aparecer, tomar conta do que não é seu, e quem veio pra ajudar se vira como pode. No final, só o Mengo perde.

Este não é o melhor período no Flamengo pra um cara como o Zinho segurar o pepino e servir de escudo. Não basta o ano eleitoral e a crise, ainda terá que lidar com uma Nação enfurecida e com a falta de dinheiro. Ele chega ao clube olhando de baixo pra cima, onde enxergará uma gestão caçadora profissional de ídolos. Zinho tem muitos títulos com o Manto e mais de 450 jogos, além de ter inúmeras conquistas por onde passou. Não precisava aceitar esta missão, mas se veio é porque sabe que pode ajudar.

Boa sorte ao Senhor Crizam, ao Zinho e ao menino rubro-negro formado no Flamengo que foi Tetra e Penta, fazendo, hoje, outros meninos serem Hexa. E espero que a Nação não esqueça, nem por um minuto, tudo que fizeram com o Zico, que está desejando boa sorte ao novo Zi da Gávea. E sem dúvida há outro lá no céu, também magoado com a diretoria de sua época, desejando boa sorte pra todos nós rubro-negros e, talvez, aliviado por não ser o Zi da vez. Né, Zizinho?

Saudações Rubro-Negras

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Renato Croce (Alexi Lalas)
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3 de mar. de 2012

59 Anos Orgulhando a Nação - #ParabénsZico


As emoções se misturam, agora. Depois de falarmos sobre a triste morte da querida Leninha, ver toda a linda e emocionante mobilização da Nação pra prestar uma última homenagem e aguardar o momento de nos despedirmos dela, venho aqui falar sobre uma das minhas maiores referências de Flamengo e de caráter, depois do meu pai. Curiosamente, meu pai também se chama Zico, desde sua juventude. E foi nesse mar de Zicos que cresci.

É Natal para muitos rubro-negros. Para poucos "ateus", não é. Mas todos se encantam, respeitam e se orgulham por tudo que o Zico fez nos gramados, por tudo que ele fez envergando o Manto Sagrado. Outros vão falar que sua passagem como dirigente foi fracassada e que deixou dúvidas. Ele, num momento complicado, veio pra nos ajudar, mas foi pisoteado covardemente. Amigos, nunca duvidem do caráter do Arthur. Zico foi gênio, o Arthur é.

Um gênio que, em seu país, só vestiu as cores rubro-negras, mas que virou ídolo nacional. É fácil encontrar alguém que o compare ao Airton Senna. Eu sou um deles. Zico ajudou a formar meu rubro-negrismo e meu caráter. Ele foi o super-herói de muitos rubro-negros espalhados pelo Mundo. Em 59 anos, só tenho motivos pra me orgulhar do Galo, desde seus primeiros passos no Mais Querido, lá em 1967.

Já falamos muito do Zico, aqui no blog. Veja, por exemplo, o post da série Heróis do Mundial. Ainda, o pós-jogo simulando tempo real da final contra o poderoso Liverpool. Também pode ver uma prova de amor ao Galo que atravessou o Mundo. Kenta, um amigo do Japão, veio até aqui apenas para ver seu ídolo.

Tudo isso não é nada. Este post não é nada perto de tudo que o Zico representa pra nós, mas me sinto maravilhado de poder compartilhar isso com vocês (Você também tem uma coluna aqui, escreva pra gente!). E não falo tudo isso pelos 4 Brasileiros, o Mundial, os recordes e seus mais de 40 títulos com o Manto. Como diz o mestre dos grooves Victor Wooten, as notas não importam. Pois é. Os números não importam, quando se enverga o Manto com tanto amor, raça e respeito com a Nação Rubro-Negra. Por isso que Angelim, Leandro, Zico, Junior e tantos outros são meus ídolos. Zico é rubro-negro, é referência, é ídolo, é monstro, é rei... Zico é Deus!


Saudações Rubro-Negras

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Renato Croce (Alexi Lalas)

Imagem: FlaManolos.
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11 de dez. de 2011

Heróis do Mundial - Zico

Clique aqui pra acompanhar toda a série Heróis do Mundial

Na Mitologia Grega existem centenas de deuses que são reverenciados pela população local, mas entre todos um é O Deus dos deuses, o mais respeitado, e reverenciado até pelos outros deuses, Zeus. Assim acontece com o Mengão, entre centenas de ídolos e heróis, existe o maior de todos, Zico! 

O maior ídolo da história do clube, maior artilheiro do Mengão com 509 gols, o 2 jogador com mais partidas com o Manto Sagrado, o maior artilheiro do Maracanã, o maior vencedor da Bola de Ouro da Placar... Não faltam recordes e prêmios para descrever Zico!

Dono de uma habilidade absurda, Zico driblava, passava, cruzava, batia pênaltis e faltas com precisão magistral! Líder da equipe, comandava o time dentro do campo, puxando a fila dos treinos, sendo um exemplo a ser seguido dentro e fora de campo, ao contrário de outros Gênios como Pelé e Garrincha.

Foi levado ao Mengão ainda menino pelo radialista Celso Garcia para fazer um teste. Chegando a Gávea, quase foi dispensado pelo paraguaio Modesto Bria que o achou muito franzino para sua idade, mas após muito apelo do radialista, recebeu alguns minutos para apresentar seu futebol. Para alguns craques às vezes uma partida não é o suficiente para mostrar seu talento, mas para gênios alguns minutos já é o bastante. Foi o que aconteceu com Zico, que fez Bria mudar de opinião após lances geniais, com dribles desconcertantes e passes precisos!

Passou por um projeto de reforço muscular, e o menino franzino virou jogador profissional, após receber as chuteiras do Violino Carlinhos. Estreou pelo time principal em 1971, mas só começou a integrar o elenco no ano seguinte, quando conquistou seu primeiro título, o Carioca de 1972.


Em 1974 assumiu a camisa 10, e comandou o time na conquista de outro Carioca. O auge de sua carreira se aproximava, e começou com o cruzamento certeiro para a cabeçada de Rondinelli abrir o Tricampeonato Carioca de 1978/1979/1979 especial. Nesse período passou seu ídolo de infância Dida, como maior artilheiro do Flamengo.

Na década de 80 comandou o Mengão em suas maiores conquistas, os Brasileiros de 80/82/83/87, a Libertadores de 81 e o Mundial, onde foi eleito o melhor em campo, mesmo sem fazer gol. Mas nem precisou, ele deu as 2 assistências e bateu a falta que resultou no gol do Adílio, encantando pela primeira vez os japoneses que mal o conheciam. Nesse período sempre foi o maior artilheiro do clube.

Em 1983 se despediu, indo defender a Udinese. Em pouco tempo retornaria a Gávea, conquistando o Estadual de 86 e o Brasileiro de 87. Mas Zico já não era mais o mesmo, pois foi criminosamente atingido por um beque do Bangu que o obrigou a passar por cirurgia no joelho. Mesmo assim o Galinho de Quintino continuou nos brindando com seus lances geniais até se aposentar em 1990.

Aposentou-se por pouco tempo, pois recebeu o convite de ir ensinar futebol para os japoneses, e conseguiu com muito êxito a difícil missão! Virou Rei no Japão, ganhou estátua e recebeu o apelido de Deus do Futebol. Ainda levou os japoneses para a Copa de 2006.

Treinou ainda o Fenerbahçe, onde era chamado de Kral Arthur (Rei Arthur), Bunyadkor, CSKA e Olympiacos. Passou rapidamente pelo Mengão como diretor de futebol, mas essa parte, infelizmente, é melhor não comentar, pois nosso maior ídolo foi caluniado injustamente por quem nunca fez nada pelo clube. Hoje treina a Seleção do Iraque.

Pela Seleção Brasileira disputou 89 partidas e fez 66 gols, disputando as Copas de 1978, 1982 e 1986. E como sabem, fez história com uma das maiores seleções de todos os tempos. Leandro, Júnior, Cerezo, Sócrates, Falcão... Uma constelação com a liderança do nosso eterno Rei.

Assista a essa entrevista recente muito importante do Galinho



Zico é um dos Heróis do Mengão!


Saudações Rubro-Negras 

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Rafael de Oliveira
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Imagem 1: FlaManolos
Imagens 2 e 3: Google com adaptação de FlaManolos
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Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.